
Trump Lança Bomba: Tarifas de 25% Para Quem Compra Petróleo da Venezuela!
Nos últimos anos, as exportações de petróleo da Venezuela tiveram um aumento significativo, em grande parte devido às licenças concedidas pelos Estados Unidos, que permitiram que empresas como a Chevron participassem do comércio de petróleo venezuelano. Isso facilitou a recuperação de dívidas pendentes e um crescimento nas compras por parte de empresas europeias. Por exemplo, companhias como Eni e Repsol aumentaram suas aquisições para uma média de 75.000 barris diários.
Em 2024, a China se consolidou como o principal destino do petróleo venezuelano, absorvendo cerca de metade das exportações do país. O mercado americano ficou em segundo lugar, com a exportação de 222.000 barris, enquanto as vendas para a Índia cresceram extraordinariamente, saltando de 10.300 para 63.115 barris por dia em comparação com 2023.
No que diz respeito a investimentos, a Petrobras reavaliou sua posição na Venezuela em 2023. O governo venezuelano propôs quitar dívidas referentes a empréstimos com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) através da entrega de petróleo e energia, apresentando uma alternativa interessante para a parceria entre os países.
Em fevereiro de 2025, houve um marco significativo com a autorização da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para a retomada da compra de energia elétrica da Venezuela, o que beneficiará o estado de Roraima, o único estado brasileiro que não está integrado ao Sistema Interligado Nacional.
Contudo, ao longo dos anos, a relação comercial entre Brasil e Venezuela passou por uma considerável deterioração. A Venezuela, que já foi o 15º destino das exportações brasileiras, caiu para a 48ª posição em 2023. Nesse ano, as exportações totais do Brasil para a Venezuela somaram apenas US$ 740 milhões, com um valor de US$ 398,9 milhões registrado de janeiro a julho de 2024.
Nos primeiros sete meses de 2023, o Brasil importou da Venezuela uma variedade de produtos, incluindo fertilizantes (45% do total), alumínio (22%), álcoois e derivados (16%) e alguns produtos residuais de petróleo (8%).
Essas mudanças refletem as dinâmicas complexas e em constante evolução do comércio internacional de petróleo e energia, além de evidenciar como as relações comerciais podem se transformar ao longo do tempo em resposta a diversos fatores econômicos e políticos.