
Novidade na Saúde: Teste de DNA-HPV Pode Substituir o Papanicolau! Descubra o Que Isso Significa para Você!
A implementação de um novo teste para o rastreamento do câncer do colo do útero é uma iniciativa importante que deve ser acompanhada por um rastreio organizado. Isso significa que, em vez de esperar que as mulheres procurem as unidades de saúde, o sistema de saúde buscará ativamente as pessoas aptas para realizar os exames. Esse enfoque proativo é essencial para garantir que a população-alvo seja identificada e convocada de forma individual.
Além disso, é fundamental que essas mulheres tenham acesso tanto à confirmação diagnóstica quanto ao tratamento, caso necessário. Existem dados que mostram que, entre 2021 e 2023, apenas três estados conseguiram alcançar uma cobertura próxima de 50% para a realização do exame papanicolau entre o público-alvo. Em muitos outros estados, a porcentagem de exames realizados ainda é menor, e alguns nem têm dados disponíveis para análise.
Outro dado preocupante é que, em estados como Acre, Maranhão e Mato Grosso, a maioria dos resultados dos exames foi entregue após 30 dias. Isso dificulta a realização do tratamento em até 60 dias, conforme a legislação determina. Portanto, um rastreamento organizado deve incluir também uma linha de conduta clara e eficiente. Por exemplo, se uma mulher realizar um teste de DNA-HPV e o resultado for negativo, ela poderá repetir o exame apenas após cinco anos. Porém, se for detectado um tipo oncogênico, como os tipos 16 e 18, que estão associados a 70% das lesões precursoras de câncer, ela será encaminhada diretamente para uma colposcopia. Se essa colposcopia revelar alguma alteração, a paciente seguirá para as condutas específicas necessárias.
As novas diretrizes para o rastreamento também trazem inovações importantes, como a possibilidade de autocoleta do material para testes. Isso pode facilitar o acesso para populações que têm dificuldade em realizar o exame com um profissional de saúde. Além disso, as orientações agora incluem cuidados especiais para pessoas transgênero, não binárias e intersexuais, assegurando que todos tenham acesso a exames e tratamentos adequados.
Essas mudanças visam aumentar a eficiência do diagnóstico e tratamento do câncer do colo do útero, permitindo ações mais direcionadas e inclusivas, e proporcionando um cuidado mais humano e efetivo a todas as pessoas que necessitam desses serviços.