Mercados em Crise: Bolsas caem, petróleo despenca e dólar desmorona após tarifas de Trump!

Um dia após o anúncio de tarifas altas por parte do governo americano, o mercado global de ações reagiu negativamente, com quedas significativas nas principais bolsas. Os investidores estão apreensivos sobre o impacto que essas medidas podem ter na inflação e no crescimento econômico mundial. Em um cenário de incerteza, o preço do dólar está em baixa em várias partes do mundo, incluindo o Brasil, onde a moeda americana registrou uma queda de mais de 1%. O Ibovespa, que começou o dia em baixa, conseguiu reverter a situação e exibiu um leve aumento.

As novas tarifas, anunciadas pelo ex-presidente Donald Trump durante um evento na Casa Branca, afetarão produtos de diversos países, incluindo o Brasil, que verá uma taxa de 10% aplicada a seus produtos a partir de um próximo sábado. Para outros países, as tarifas são ainda mais pesadas: a China enfrentará uma alíquota de 34%, além de 20% já em vigor, enquanto a União Europeia terá tarifas de 20%.

Nos Estados Unidos, os índices acionários sofreram quedas brutais. Análises indicam que o S&P 500 pode perder quase US$ 2 trilhões devido a essas novas tarifas, principalmente porque empresas com forte presença no mercado europeu, como Apple e Nike, serão impactadas. Durante o horário da manhã, os índices tiveram as seguintes oscilações:

– S&P: -4,02%
– Dow Jones: -3,69%
– Nasdaq: -4,92%

As bolsas europeias também demonstraram reações negativas. As principais quedas foram observadas nas seguintes cidades:

– Londres: -1,61%
– Paris: -3,22%
– Frankfurt: -2,55%
– Madri: -1,23%
– Milão: -3,25%

A União Europeia caracterizou as tarifas como um “golpe na economia mundial”, mas deixou claro que ainda é possível buscar negociações para mitigar os efeitos. O impacto das tarifas é sentido com maior intensidade na Ásia, onde as bolsas fecharam em baixa.

Os índices de algumas cidades asiáticas apresentaram as seguintes quedas:

– Tóquio: -2,77%
– Shenzhen: -1,40%
– Xangai: -0,24%
– Hong Kong: -1,52%
– Seul: -0,76%

Um dos elementos mais impactados foi a relação comercial com países aliados como Japão, Coreia do Sul e Taiwan, que enfrentarão tarifas elevadas de 24%, 25% e 32%, respectivamente. O Vietnã, conhecido por sua forte atuação no setor manufatureiro, verá uma tarifa alta de 46%. Curiosamente, a bolsa chinesa teve uma desvalorização menor do que a de outros países.

Perante a incerteza econômica, investidores buscaram abrigo em ativos mais seguros, como o ouro, cujos preços chegaram a alcançar um nível recorde antes de cair. O preço do metal precioso chegou a atingir mais de US$ 3.000 por onça, mas posteriormente recuou.

No Brasil, a avaliação da moeda americana no mercado cambial também foi marcada por uma queda, com o dólar registrando a menor cotação desde a gestão anterior. O Ibovespa, que passou por uma leve oscilação, encerrou o dia com um pequeno avanço.

No mercado de petróleo, os preços também apresentaram baixas significativas, com o barril de Brent caindo cerca de 6,43% e o WTI cerca de 7%. Essa situação refletiu diretamente nas ações da Petrobras, que viu suas ações caírem.

Economistas alertaram que as tarifas podem levar a uma média de impostos sobre importações dos EUA na faixa de 25% a 30%, semelhante a níveis observados no início do século XX. O secretário do Tesouro americano aconselhou cautela em relação a represálias, destacando que a escalada de tarifas não é desejável.

Os impactos das tarifas sob o consumo, a inflação e o crescimento econômico global são aspectos que devem ser monitorados com atenção. Estimativas sugerem que o aumento da inflação pode chegar a 3% a curto prazo, ao passo que o crescimento global pode ser negativamente afetado em 1,5% nos próximos 18 meses.

Estamos em um momento de transformação no comércio internacional, que pode repercutir profundamente nas economias de diversos países. Portanto, acompanhar e compreender essas mudanças é essencial para entender o cenário econômico que se desenha para o futuro próximo.

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