Fim do Neoliberalismo? Gustavo Petro Revela Como a Tarifaço de Trump Mudou Tudo!

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, fez uma declaração impactante sobre a nova política tarifária dos Estados Unidos, proposta pelo presidente Donald Trump, afirmando que isso marca o fim da era neoliberal em nível global. Essa afirmação, feita em sua conta nas redes sociais, gerou ampla repercussão, especialmente em meio ao aumento das medidas protecionistas por parte de Washington.

Petro alegou que o neoliberalismo, que defendia a liberalização do comércio em todo o mundo, “morreu”. Ele fez uma crítica direta tanto ao modelo econômico liberal tradicional quanto aos setores políticos que ainda o apoiam. Segundo ele, aqueles que continuam a se apegar a essa ideologia devem considerar que estão se ligando a algo obsoleto.

O presidente colombiano também criticou a abordagem binária de políticas comerciais, afirmando que nem o protecionismo absoluto nem o livre-comércio irrestrito são soluções viáveis. Em suas palavras, ambas as posturas podem causar danos significativos à economia. Desde 2022, sua administração vem defendendo uma alternativa, que ele chamou de “política tarifária inteligente”. Essa abordagem busca alinhar as tarifas de importação aos objetivos de industrialização da Colômbia, levando em conta aspectos ambientais e tecnológicos.

Petro enfatizou a importância de uma industrialização do século XXI que seja descarbonizada e baseada no desenvolvimento tecnológico avançado. Ele explicou que sua meta é garantir que a Colômbia se industrialize de acordo com as diretrizes atuais, focando em uma produção sustentável e digital.

Em contraste com as medidas propostas por Trump, que anunciou tarifas de até 10% sobre todas as importações para estimular a indústria dos EUA, Petro sugere uma regulação tarifária mais flexível, que considera o impacto dessas tarifas sobre o emprego. Sua política tarifária busca avaliar a criação ou perda de postos de trabalho como principal critério para decisões sobre a imposição de impostos sobre importações.

O governo colombiano pretende reduzir tarifas sobre produtos que ajudam a gerar empregos e modernizar a indústria, enquanto aumenta taxas sobre produtos que poderiam prejudicar setores estratégicos do país.

Por outro lado, Trump, que deve assumir seu segundo mandato em janeiro de 2025, planeja implementar tarifas “recíprocas e globais” sobre todas as importações com o objetivo de proteger a produção interna e o emprego nos Estados Unidos. Trump justifica essas medidas como uma forma de combater uma concorrência que considera desleal, vinda de nações que subsidiam suas exportações.

Entretanto, Petro se mostrou cético em relação a essa abordagem americana, considerando que pode ser um erro significativo. Na sua perspectiva, o aumento das tarifas sem um plano coerente e sustentável de reindustrialização pode levar a consequências indesejadas.

A associação de Petro entre o novo protecionismo de Trump e o colapso do modelo neoliberal sugere uma transformação significativa na geopolítica econômica atual. Ele busca posicionar a Colômbia no meio-termo entre o liberalismo sem restrições e o fechamento absoluto das economias, promovendo uma política industrial ativa e seletiva.

Assim, Gustavo Petro se destaca como uma voz relevante dentro da nova esquerda latino-americana, almejando redefinir o desenvolvimento econômico com ênfase na soberania produtiva, inclusão social e transição ecológica. A abordagem proposta por ele neste cenário busca ressignificar a relação da Colômbia com o comércio global e promover um crescimento econômico que atenda aos interesses locais e ao mesmo tempo respeite imperativos ambientais e sociais contemporâneos.

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