
Descubra a Verdade: Produtos com Proteína Adicionada Realmente Fazem Bem à Sua Saúde?
A proteína é frequentemente o centro das discussões sobre condicionamento físico, sendo um elemento essencial para quem busca ganhar massa muscular, melhorar o desempenho físico ou controlar o peso. Influenciadores de fitness e profissionais da saúde recomendam um aumento na ingestão de proteína, ressaltando sua importância.
Embora a proteína desempenhe, de fato, um papel vital na manutenção da massa muscular e na saúde geral, o hype em torno dela levou ao surgimento de uma grande variedade de produtos enriquecidos com proteínas, como barras de chocolate, sorvetes, pizzas e até bebidas alcoólicas que se promovem como alternativas “proteicas”. Essa tendência, no entanto, pode nos levar a um entendimento equivocado sobre o que realmente significa consumir uma alimentação saudável.
Para começar, as diretrizes de nutrição sugerem que as pessoas consumam cerca de 0,75 gramas de proteína por quilo de peso corporal. No entanto, algumas pesquisas indicam que essa quantidade pode ser baixa e que o ideal seria entre 1,2 e 1,6 gramas por quilo. Isso é especialmente verdadeiro para diferentes grupos de pessoas, como atletas e idosos, que têm necessidades diferenciadas de proteína. Recuperação de doenças ou a prevenção da perda muscular em pessoas mais velhas são cenários que exigem um aumento na ingestão proteica.
Contudo, ter mais proteína na dieta não significa automaticamente melhores resultados. O corpo muitas vezes não utiliza toda a proteína ingerida, e a quantidade ideal pode ser menor do que as sugestões frequentemente promovidas nas redes sociais. Para muitos, um consumo em torno de 1,2 a 1,6 gramas por quilo já é condizente com a média de ingestão em países ocidentais. Além disso, não é só a quantidade, mas também a qualidade e a frequência com que consumimos alimentos ricos em proteína que importam. Distribuir as porções ao longo do dia é uma estratégia recomendada.
Ingerir cerca de 20 a 30 gramas de proteína em cada refeição pode auxiliar na manutenção da massa muscular, especialmente se combinado com a atividade física. Idealmente, essa proteína deve vir de fontes integrais, como nozes, sementes, laticínios, ovos e leguminosas. Produtos enriquecidos podem ser uma solução prática, porém é vital consumi-los com moderação.
Entretanto, muitos desses produtos disponíveis no mercado, embora ricos em proteína, também podem conter altos níveis de açúcar ou carboidratos. Por exemplo, o leite proteico possui o dobro da proteína do leite comum, o que pode ser alcançado pela remoção de água ou pela adição de leite em pó. O mesmo é válido para as barras de proteína, que podem ser bastante açucaradas, dependendo da marca.
Além disso, é importante lembrar que muitos produtos enriquecidos com proteínas são ultraprocessados, ou seja, contêm ingredientes que não costumamos encontrar em uma cozinha doméstica. O consumo frequente de alimentos desse tipo está associado a problemas de saúde, como doenças cardiovasculares e diabetes, levantando questionamentos sobre os impactos do processamento e da qualidade nutricional desses alimentos na saúde geral.
Outro ponto a considerar é que, enquanto esses produtos oferecem uma quantidade maior de proteína, eles podem ser deficientes em fibras, vitaminas e minerais, nutrientes essenciais para uma alimentação equilibrada. A falta de fibra, por exemplo, é um fator que contribui para diversos problemas de saúde.
Os produtos enriquecidos com proteína podem, sim, ter um lugar ocasional na dieta para ajudar a atingir a ingestão proteica ideal, mas é fundamental não confundi-los com alimentos saudáveis. Para uma nutrição balanceada, é melhor optar por fontes variadas de proteína e garantir a inclusão de outros nutrientes importantes, como fibras, para promover uma saúde íntegra.
Em resumo, a proteína é um componente importante da nossa dieta, mas a quantidade que precisamos pode ser menor do que o que muitos proclamam. Produtos enriquecidos com proteína devem ser consumidos de forma consciente, sem deixar de lado a importância de uma dieta equilibrada, que inclui uma variedade de nutrientes essenciais para o bem-estar.